Notícia
Há cada vez mais animais “órfãos” e faltam mãos para ajudar
20.02.2021
A pandemia, que já matou quase 16.000 portugueses, está a deixar muitos animais “órfãos”, que são acolhidos pelos familiares das vítimas ou por instituições, mas a ajuda é cada vez mais difícil pelas adversidades económicas que enfrentam.
O relato foi feito à agência Lusa pela presidente da Liga Portuguesa dos Direitos do Animal (LPDA), Maria do Céu Sampaio, e pelo presidente da associação Animalife a propósito do Dia do Animal de Estimação, assinalado este sábado.
Maria do Céu Sampaio diz que a Liga tem recolhido temporariamente alguns animais de pessoas que estão internadas ou em isolamento profiláctico devido à covid-19 e outros de pessoas que morreram por causa da pandemia.
“Isto é uma altura muito má também para as associações que têm abrigos porque têm muita dificuldade em conseguir alimentação para os seus animais. Nós, por exemplo, temos 200 animais que temos de alimentar todos os dias”, conta, apelando aos portugueses para que ajudem as associações que têm abrigos nas suas localidades.
As pessoas podem ajudar com “um simples saquinho de comida ou um saquinho de areão, que custa 1,90 euros, uma garrafa de lixívia, que custa 60 cêntimos ou um saquinho de trinca de arroz que custa 50 cêntimos”, diz Maria do Céu Sampaio, afirmando que “tudo isto é muito bem-vindo para estas associações”.
A Animalife realizou um inquérito com mais de 200 associações de protecção animal sobre impacto da pandemia de covid-19, com a maioria a apontar para uma taxa de abandono entre os 10% e os 20%, enquanto mais de 20% admitem uma subida superior a 30%.
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