Porque não deve automedicar o seu animal de estimação?

O seu animal de estimação está doente. É normal que queira vê-lo melhor. Ainda assim, nunca recorra à automedicação. Saiba que a administração de medicamentos para humanos pode revelar-se extremamente nociva ou até mesmo fatal.

Os medicamentos são muitas vezes inevitáveis no tratamento e recuperação do animal doente, mas é importante, em primeiro lugar, descobrir qual o problema e só depois definir um plano de tratamento adequado.

Em medicina veterinária são usados medicamentos específicos para animais, mas apenas alguns de medicina humana, uma vez que nem todos são seguros para os nossos patudos. Os animais têm um metabolismo e uma resposta farmacológica diferente dos humanos, pelo que, mesmo em doses reduzidas, os medicamentos que habitualmente temos em casa ou que compramos com facilidade na farmácia podem revelar-se bastante tóxicos.

Um exemplo claro da intolerância dos animais aos medicamentos é a intoxicação por paracetamol. Amplamente usado em medicina humana pela sua ação antipirética, anti-inflamatória e analgésica, o paracetamol pode ser mortal para um gato em doses relativamente baixas (um comprimido de 250mg pode matar um gato adulto). Em cães, embora seja tóxico, raramente provoca intoxicação grave. Há protocolos médicos para minimizar ou reverter a intoxicação por paracetamol. O animal deve ser levado de imediato a um médico veterinário, de forma a que o tratamento seja iniciado tão rapidamente quanto possível.

Outras das tentações a que deve ceder é a de procurar ajuda em grupos da Internet dedicados a animais – tal como com as pessoas, um tratamento pode funcionar para um e não funcionar da mesma forma para outro –, ou a preparação de mezinhas caseiras, que muitas vezes em nada contribuem para a recuperação.

Lembre-se que a prescrição de um medicamento para o seu animal é um ato médico-veterinário que deve ser sempre realizado presencialmente.